segunda-feira, 25 de junho de 2007

Caminhos fáceis.



Estranho como nos tornamos uma sociedade de carentes, que precisa de aprovação, que carece de afeto, que se amarra a qualquer cais por menores que sejam as garantias, só porque tememos não conseguir o que ambicionamos.
Sonhar? Que palavra estranha para nós. É um conceito perdido. Nem mais sabemos o que significa, porque o que fazemos hoje não é sonhar, afinal, sonhar não significa ter ambições?
Que ambições temos hoje? Segurança parece a única. Não buscamos mais o grande amor, não buscamos mais a realização profissional, não buscamos mais formar uma linda família.
Buscamos sim alguém que dê segurança, um emprego seguro, uma família que possamos dar conta.
Ninguém aceita o ônus que resulta da busca dos sonhos, queremos tudo caindo do céu, rezamos não pra termos força pra conseguir, mas que na próxima esquina cai um pacote recheado de coisas boas, nem precisam ser grandes coisas, bastam assegurar um mínimo de satisfação possível.
O engraçado que soluções fáceis, o nome já diz, só resolve parte do problema, logo tudo volta a ser como era antes, mas com uma diferença: o tempo perdido.
Quanta gente vive como zumbi perambulando por ai, com a felicidade e o tempo perdido em caminhos fáceis, em rotas de fuga. Como é duro olhar pra trás e ver que tudo poderia ter sido diferente, bastava um pouco de ousadia e paciência, bastava um pouquinho de fé e auto confiança. Mas agora é tarde, sem o viço da juventude, sem a energia que impulsiona toda descoberta.
Bom, se falta energia sobra experiência, talvez não consigamos recuperar tudo que deixamos de conquistar, talvez jamais experimentemos a felicidade que deixamos escapar por entre os dedos, mas sem dúvida alguma poderemos corrigir parte da rota.

Um comentário:

Luna ♥ disse...

Seu texto fala de vida. Como é complexo viver e buscar a felicidade... optamos por caminhos mais fáceis,muitas vezes, e quando nos damos conta a tal felicidade ficou lá atrás.Como disse no final, podemos corrigir parte da rota. Eis a esperança, em nós mesmos.